Durante a QuakeCon 2026, John Romero, cofundador da id Software, contou como o estúdio lidou com a pirataria de Doom em Taiwan. Segundo a Adrenaline, em vez de combater os grupos responsáveis pela distribuição não autorizada, a id Software decidiu apoiá-los de alguma forma.
O contexto remonta aos anos 90, quando Doom foi lançado pelo modelo shareware, permitindo que jogadores acessassem gratuitamente as primeiras fases antes de decidir pela compra da versão completa. Apesar dessa estratégia de distribuição aberta, o jogo também circulava de forma pirateada em países como Taiwan.
A revelação de Romero mostra uma abordagem incomum para a época: ao invés de processar ou tentar eliminar a pirataria, o estúdio optou por trabalhar com os distribuidores não oficiais, reconhecendo que a disseminação do jogo tinha valor estratégico para a franquia.
A história exemplifica as práticas comerciais criativas da indústria dos anos 90, quando a distribuição digital não existia e o alcance global dependia de canais alternativos, incluindo redes de pirataria que, paradoxalmente, ajudavam a popularizar títulos no mundo todo.


