A Entertainment Software Association (ESA), a principal entidade de lobby da indústria de games, está recuando sobre afirmações feitas em audiência legislativa da Califórnia. Durante debate sobre o Protect Our Games Act (projeto de lei AB 1921), a vice-presidente de assuntos governamentais do ESA, Jennifer Gibbons, declarou que servidores privados de Minecraft e Call of Duty eram "ilegais" e constituíam "pirataria".
Segundo reportagens de PC Gamer, GameSpot e GamesRadar, Gibbons afirmou: "São ilegais. Não têm qualquer tipo de vínculo com a Microsoft. A Microsoft, para Minecraft, recebeu muitas críticas porque esses servidores comunitários não empregam os mesmos padrões de segurança que a Microsoft tem em seus próprios servidores."
A declaração gerou reações imediatas. Jornalistas e players apontaram que a afirmação era factualmente incorreta: o próprio site oficial de Minecraft permite que qualquer pessoa baixe um arquivo .jar para configurar e rodar um servidor privado legalmente. Em resposta aos questionamentos, o ESA começou a caminhar para trás, refinando sua posição em comunicado ao PC Gamer. Agora a organização afirma apenas que "servidores privados infringem direitos de propriedade intelectual dos editoras", sem mais declará-los categoricamente "ilegais".
O incidente ocorreu durante votação do projeto Stop Killing Games na Califórnia, que buscaria forçar editoras a manter jogos descontinuados acessíveis. O projeto foi rejeitado, mas a polêmica declaração da ESA tornou-se o ponto mais debatido do processo legislativo.



